ESTA CANDIDATURA NÃO EXISTE SEM TI

Se queres juntar-te ao grupo de 500 médicos e médicas indispensáveis para viabilizar esta candidatura a bastonário, sinaliza aqui
autorizo o tratamento de dados pessoais para fins de ações de campanha e tenho conhecimento e aceito a política de privacidade. *

A profissão médica, tal como o Serviço Nacional de Saúde, está a ser degradada. Entre 2009 e 2019, os médicos perderam 17% de poder de compra. Os salários estão estagnados desde 2013 e as carreiras foram destruídas. Ao mesmo tempo, os níveis de investimento no SNS nunca foram tão baixos. Fecham urgências, acumulam-se listas de espera e explode o número de utentes sem médico de família. Os sucessivos governos, pressionados pelo lóbi do setor privado que cresce sem rédeas, não criam as condições essenciais para fixar médicos especialistas no SNS. Com isso degradam a qualidade da prática médica e comprometem a formação de novos especialistas. Ser médico interno no SNS é estar sujeito a baixos salários, horários desumanos e condições inaceitáveis de precariedade laboral.

Na década de 60 do século passado, o Relatório das Carreiras Médicas, produzido por Miller Guerra e tantos outros médicos e médicas reunidos na Ordem dos Médicos, deram o mote para a criação do Serviço Nacional de Saúde. Precisamos, hoje, de retomar essa inspiração e essa força para defender as carreiras médicas e o SNS. Precisamos, hoje, de uma Ordem combativa, empenhada na defesa do serviço público como garante de igualdade social e do exercício ético e humano da Medicina. Precisamos, hoje, de uma Ordem que não se renda à pressão do setor privado, que preda os recursos do SNS e subjuga o trabalho médico aos seus interesses financeiros. E precisamos, hoje, de uma Ordem que abandone o elitismo e conservadorismo que a tem caraterizado nas últimas décadas - que respeite a autonomia dos utentes e das suas escolhas informadas, que respeite as decisões das mulheres, médicas e utentes, que combata o racismo e todas as formas de discriminação nos serviços de saúde. Precisamos de uma Ordem que olhe para a sociedade como ela é hoje, e que coloque as ambições e aspirações dos médicos e médicas mais jovens no topo das suas prioridades.

Candidato-me a bastonário para trazer a Ordem dos Médicos para o século XXI. Para defender o Serviço Nacional de Saúde público e universal e as carreiras médicas, para representar as novas gerações de médicos e médicas e colocar a Ordem ao serviço dos utentes, da sociedade e do futuro.

Partilhar